Se a crise econômica é inevitável, a consternação é opcional! Vamos fazer dela um motor que impulsiona os negócios e descobrir novas maneiras de transformação. A dificuldade traz oportunidades de aprendizagem e criatividade para novas estratégias que não enxergamos em épocas tranquilas. Uma peça fundamental para alcançarmos melhores resultados é mudar o foco estratégico e reciclar condutas, valores, táticas para novas alianças e união de esforços que favoreçam a todos.

Com o número cada vez maior de desemprego, somos motivados a refletir a nossa carreira e os resultados obtidos nos últimos anos. Nesse sentido, o número de pessoas empreendedoras que iniciaram o próprio negócio é enorme. Diante desta necessidade, empresas e profissionais autônomos uniram-se a fornecedores e grandes empresas para criar alianças como parceiro de serviços. Em especial no mercado de tecnologia da informação (TI), que exige profissionais experientes e com conhecimento técnico do setor e do mercado.

Ao mesmo tempo em que grandes profissionais saíram de seus empregos e foram para o mercado, centenas de pequenas empresas foram criadas com foco em tecnologia da informação, sejam elas com elevado perfil de vendas, técnico ou híbrido. Ou seja, o “empreendedorismo de oportunidade” gerou uma condição incrível para que muitos profissionais começassem os seus negócios e trouxessem suas experiências para o mercado de TI, por meio de sua rede de relacionamento, suas conexões com clientes e fornecedores e um conhecimento vasto em mercados regionais e verticais.

Mas, como vencer na crise? vender mais nesses momentos de desafios econômicos? A experiência e redes de relacionamento desses novos empreendedores podem não ser mais suficientes em 2016, já que existem menos clientes com disposição para consumir, e os que querem ou necessitam, acabam exigindo mais do fornecedor, justificando os investimentos, com entrega de melhores serviços, tecnologia de ponta e condições especiais dos preços. Esta consolidação dará velocidade e foco no processo de transformação, além de nos permitir reagir de forma mais rápida às dinâmicas de mercado.

Uma saída para esse nobre conjunto de empreendedores brasileiros é o de se aliar a algum distribuidor ou fabricante do mercado de TI, tornando-se em canal de distribuição e parceiro de negócio, para conseguir essas condições que os clientes hoje exigem. Deixe-me explicar por que isso pode ser uma grande solução para esses empreendedores, novos canais, podem criar valor com a parceria, e expor as suas melhores características para os seus clientes.

Ao se transformar em um parceiro de negócio de destas empresas, o empreendedor ganha um “momentum” imediato, que o alavanca imediatamente para o mercado: a força da marca representa capacitação nas soluções do fabricante, pré-vendas com foco para fechar negócios (quanto tempo isso não demora para se formar numa pequena empresa?), suporte técnico de nível 1 ou 2 e margens de produtos que o empreendedor não teria antes. Ou seja, se a parceria for boa, o novo canal pode começar a vender e representar a marca imediatamente, e com condições incríveis.

O empreendedor entra na parceria com algo que o distribuidor e fabricante tanto precisam: acesso a novos mercados, acesso a sua rede de relacionamentos, contato com novos clientes e fornecedores e, em especial, nas suas regiões ou verticais. Essa especialização e acesso a novos mercados são muito apreciados por distribuidores e fabricantes, e tornam-se em boa moeda de troca nas negociações de parcerias e canais.

E, pelo lado do cliente, ele vai encontrar o que espera para esse ano de crise e, em especial, comprar com grandes vantagens: um ótimo parceiro para vender e implementar um produto de marca forte de fabricante e experiência do parceiro na região ou vertical que ele atua. Modelo perfeito, unindo o empreendedorismo de oportunidade com grandes marcas e profissionais com experiência.

Desta forma, transformar-se em um parceiro de negócio ou canal de um grande distribuidor ou fabricante pode ser a solução para vender mais e vencer como empreendedor em tempos de crise e, em especial, fortalecer os novos momentos de crescimento econômico do Brasil.