As empresas do setor de manufatura estão expostas a diversos desafios perante ao mercado. A digitalização dos processos com o i-ERP é uma grande aliada no processo de modernização para a era digital que, de acordo com estudo feito pela IDC, representa a principal iniciativa em TI de empresas de manufatura de médio porte no Brasil. O mesmo estudo projeta que, até o final de 2018, pelo menos metade dos fabricantes usará ferramentas analíticas e de colaboração social para estender o processo de planejamento para toda empresa.

 

Por: Enrique Phun, analista sênior de Cloud para IDC Latinoamérica
Jerónimo Piña, Gerente de Pesquisa de Software e Nuvem, para IDC Latinoamérica
Luciano Ramos, Gerente de Pesquisa de Software e Serviços de TI para IDC Brasil

 

“A indústria manufatureira na América Latina precisa implementar tecnologia; procurar maneiras de integrar sua mão de obra não qualificada à inovação para ser mais competitiva e responder às pressões dos clientes com melhores produtos e preços”. É isso que o Banco Mundial recomenda, e nós compartilhamos dessa opinião na IDC.

Além disso, essas empresas devem redobrar seus esforços na automação de seus processos e melhorar suas estratégias de colaboração internas e externas com funcionários, parceiros, fornecedores e clientes.

E esse setor – que representa uma parte importante do Produto Interno Bruto brasileiro –está exposto a vários desafios externos, relacionados à volatilidade do mercado, ao fortalecimento do dólar, ao aumento do custo do trabalho e à concorrência de outras regiões, como a Ásia.

Por país, o México está localizado na oitava potência industrial do mundo e um dos primeiros da região, juntamente com o Chile e o Peru.

O Brasil é hoje a oitava maior economia do mundo e uma potência industrial — o melhor desempenho da produção industrial entre os países da América Latina em 2017, segundo a OCDE. Entretanto, para permanecer nessa posição, o país precisa aumentar sua competitividade e integrar tendências como Indústria 4.0 e sistemas inteligentes, além de migrar para sistemas de controle e gerenciamento em tempo real e adotar soluções tecnológicas, como o ERP inteligente (i-ERP).

O i-ERP, sob o modelo de nuvem, facilita a aquisição modular de diferentes aplicações, reduz custos e tempos de implementação, especialmente em áreas críticas como a produção.

De acordo com estudos desenvolvidos pela IDC, a modernização e consolidação do ERP representa a principal iniciativa em Tecnologia da Informação (TI) de empresas de manufatura de médio porte no Brasil — coincidindo com o resultado da região latino-americana —, seguida de inteligência de negócios, segurança e otimização de infraestrutura.

Neste setor, o i-ERP ajuda as organizações a integrar áreas de produção que se mantiveram independentes, pois facilita a concentração de dados, gera informações em tempo real, melhora a comunicação dentro da empresa e acelera o processo de tomada de decisão de gerentes de negócios.

Também permite que organizações de médio porte tenham uma visão completa de todos os processos, reduzam os tempos administrativos, façam uso eficiente dos recursos disponíveis e apoiem o cumprimento de seus objetivos de crescimento e desenvolvimento.

Para as áreas de produção, vendas e logística — para citar alguns exemplos — ajuda-os a trabalhar com dados únicos e atualizados para melhorar a entrega de produtos e serviços, minimizar riscos operacionais e otimizar seus tempos, além de coordenar e colaborar com sua cadeia de fornecedores e clientes.

Com as funcionalidades de inteligência artificial e aprendizado de máquina (Machine Learning), as empresas podem integrar grandes capacidades analíticas e de dados para gerar informações sobre as tendências de sua produção e comportamento de mercado, com base na análise de suas próprias informações e de sua cadeia de fornecimento.

Além disso, facilitam o caminho das empresas para sua transformação digital como Indústria 4.0, com o uso da impressão 3D para reduzir o tempo e os custos no design de protótipos, e da Internet das Coisas (IoT), para controlar seus insumos, distribuição e entrega de produtos, entre outras tendências tecnológicas.

Nesse cenário, a IDC projeta para 2019 que 15% dos fabricantes que gerenciam os processos de produção e a cadeia de suprimentos com uso intenso de dados aproveitarão os modelos de execução baseados em nuvem com analítica de última geração. O objetivo será ter visibilidade em tempo real e flexibilidade operacional.

Até o final de 2018, estima-se que metade dos fabricantes usará ferramentas analíticas, de IoT e de colaboração social para estender o processo de planejamento integrado a toda a empresa, em tempo real.

Até 2019, a IDC acredita que 50% dos fabricantes estarão colaborando com clientes e consumidores no design de produtos por meio de crowdsourcing, realidade aumentada e virtualização de produtos, com uma melhoria de até 25% nas taxas de sucesso dos produtos.

Devido a esses benefícios, espera-se que o investimento em soluções de ERP por empresas de médio porte no Brasil nos próximos anos (2017-2021) tenha crescimento composto anual na casa de 9,5%.

Atualmente, a digitalização de processos não é mais suficiente para empresas de manufatura competirem nos médio e longo prazos ou no mercado mundial. O que é necessário é que eles integrem sistemas inteligentes, onde algumas das ofertas na nuvem têm análise preditiva (para estudar as operações de negócios mais de perto) e colaboração (para facilitar a unificação de informações internas de diferentes áreas, e externas, vindas de sua cadeia de fornecedores e clientes).

Sua empresa está pronta para a era digital?

Fonte: SAP News